Sei lá...
Já senti vontade de escrever sobre isso tantas vezes.
E já falei sobre ele tantas vezes também, do jeito mais metafórico e incompreensivel possível, porque antes ele não podia saber, não de tudo. E foi tanto tempo segurando, por diversas razões, essa coisa que agora tá assim, como dizer... bombando? não, muito paia essa expressão... essa coisa que tá tão ai, sei lá, tão! hahaha
Tantas vezes olhando e morrendo de vontade de dar uma fungada no cangote, um beijo, um abraço... e hoje, mesmo sabendo que hoje eu posso, ainda olho prá ele e quase não acredito que tá ali, ao meu alcance, e que é tudo tão bom ;~
Uma história que talvez tivesse tudo prá dar errado, mas que simplesmente não tinha como não ser vivida e que a cada dia que passa eu vejo que valeu a pena quebrar a muralha e deixar ele tomar conta do meu coração. E ainda por cima ver que ele também entregou o dele prá mim.... aaaaaaaaaaaaaaa só sei dizer que TÁ FODA, e que eles lá mandaram muito bem em dar as mãos e transformar isso em algo muito maior do que eu podia sequer imaginar. Será que foi o que eu escrevi aquela vez? Sei que ambos estão de parabéns alkdjsalkdjldjl e que seja assim prá sempre ;~
É impressionante como isso ainda me machuca, tanto.
E é isso que me afasta.
Me afasta porque foi a maneira que eu encontrei de me preservar.
E pode ser uma visão egoísta, mas infelizmente, alguém tinha que pensar em mim.
Alguém tinha que tentar me entender, alguém tinha que me aceitar.
E as coisas estão melhorando, acredito eu. Já não tô mais tão sozinha nessa, principalmente porque eu simplifiquei muito as coisas. Eu me simplifiquei. E foi a melhor coisa que eu fiz na vida...e também a mais difícil.
Mas eu sou um ser humano e bla bla bla, e como todo mundo, tenho as minhas complexidades. Para endendê-las, um mínimo de boa vontade, mente, coração e ouvidos abertos.
Aquelas conversas longas sabe? De preferência, depois de uns goles de vinho. Conversas sem compromisso, que vão longe... conversas que eu tenho com pouquíssimas pessoas. Com pouquíssimos dos meus amigos e que até hoje, não tive com ninguém da minha família. Engraçado isso, nunca tive uma conversa dessa com ninguém da minha família. Acho que porque a minha família tem aquele formato tradicional. Todo mundo sabe que eu fumo e eu até hoje não fumo na frente deles. Aquela coisa né, mais respeito, mais medo, e menos amizade. E apenas 1/3 de você presente no almoço de domingo.
ERRATA: De tão amigas, esqueci que ela é da minha família. Já tive várias longas conversas com a Marina, minha prima. E não preciso esconder absolutamente nada dela. aliás, ela me conhece como poucas pessoas.
Pedi as contas. Aos olhos mais conservadores, uma atitude impulsiva, de alguém perdido em sua vida profissional. Aos meus olhos, uma atitude muito bem pensada, mas drástica, de alguém perdido em sua vida profissional, mas que ao invés de continuar com a bunda na cadeira, resolveu virar a mesa e ir em busca do que gosta.
E sem essa de ônus e bônus, porque eu tô bem ligada, mas sei também que trabalho é algo que vai ocupar muito, mas muito tempo da minha vida, e ela é valiosa demais prá ser disperdiçada com algo que não me dá tesão. E profissionalmente, eu sou uma pessoa bem tesuda. Bem menos anarquista que o estilo Roberto Freire, mas bem mais do que a maioria das pessoas. Eu gosto de trabalhar, eu só não curto acordar cedo, confesso. Mas trabalhar, quando se fala em produzir e ver resultados,eu curto. Mas eu gosto de raciocinio, de planejamento, de dialogo, de analise. Enfim, eu gosto de algo que me instigue, que me cutuque, e não de só alimentar planilhas com dados e outras tarefas operacionais que não exigem muita inteligência. Aliás, eu gosto cada vez menos de trabalhar no computador... ele te hiptoniza e deixa você tão preguiçoso que mesmo passando o dia todo sentado, voce só quer continuar sentado, de preferência deitado.
E agora, as proximas etapas, ainda em definição. Uma delas, um caminho mais seguro e certeiro. O outro, muito incerto e ainda não sei se vale a pena. A idéia é perder 3 meses, e buscar a certeza para toda a vida. Acredito que não vou ter o apoio que eu gostaria tanto de ter... mas quanto a isso, já meio que me acostumei.
Cheguei em casa e comecei uma faxina. O apartamento tá um chiqueiro e tá foda. Nem me atrevo a prometer melhorar, porque ja fiz isso muito e não adiantou nada. O fato é que eu protelo protelo e ponho a culpa nos outros, e a culpa é toda minha e da minha falta de paciencia de fazer um pouquinho por dia. Quando eu vejo, é o caos e lá se vão horas prá arrumar tudo. E fica tão lindo ;~
No mais tá tudo certo. Ansiosa por algumas definições e, né, caída, boba e tudo mais ;~
Escorre da minha mão feito água! Eu tento segurar, mas quando eu vejo tá tudo esparramado.
Podia ser outra coisa, mais fácil, tipo areia. Mas é de água porque de certo o dono do destino dá uma mãozinha prá que eu não consiga, já que existem coisas que eu não devo mesmo segurar. Cabeça borbulhando. Eu que não perco a oportunidade de passar nem que seja um segundo a mais na cama, estou acordada muito tempo antes que o necessário. E o dia vai ser longo, que merda.
Será que eu quero demais? Ou os outros é que querem de menos?
Não sei se o modelo ideal das coisas é uma utopia ou se eu devo bater o pé e lutar por ele.
Deixei que o pragmatismo tomasse conta de mim com o passar do tempo, mas não deixei de querer certas coisas que às vezes parecem inacessíveis.
Eu tenho sido muito contraditória comigo mesma e abandonado ideais construídos com a MINHA experiência de vida. E quando uma experiência sua vira aprendizado, ignorá-la não é algo muito inteligente. A vontade de dar um tapão na mesa é grande, mas vou de leves. Mas só enquanto "de leves" funcionar.
E então, quero encontrar uma forma alternativa de viver/trabalhar.
Não tô falando de virar hippie, ou de encontrar um jeito de não fazer nada e sobreviver.
Quero um meio-termo entre o hippie e o funcionário da multinacional.
Um negocinho meu, quem sabe. Assim, pequeno, singelo, mas feito com amor e competência. Provavelmente não vou ter rios de dinheiro, mas trabalhando direito, rola ter uma vida boa, tranquila.
Pensar seriamente nisso nos próximos dias...
O carnaval foi tranquilo, mas com uma aura negativa, sei lá. Tentei manter uma barreira de proteção para as fumacinhas do mal, acho que consegui. Quero agora que essas fumacinhas desapareçam e eu possa curtir o lado bom desse ano torto.
E o lado bom tá cada vez melhor, contrariando muitas previsões, inclusive as minhas. O lado bom de ser pessimista é se surpreender positivamente e é isso que tá rolando, todos os dias.
Eu continuo me sentindo um E.T. Não vou seguir o caminho que as pessoas esperam e vai rolar stress, com certeza. Já vou me preparando desde já, principalmente quando o assunto é me comportar como um adulto de verdade, já que é assim que eu espero ser tratada daqui prá frente. Tem coisas que são realmente ridículas aos meus 26PRÁ27 anos. Não vai dar prá seguir o velho padrão familiar de só ser vista como uma mulher depois de "casar".